Mercado

Publicado em 31.01.12 às 09:01 hs

Excesso de oferta provoca desvalorização do frango vivo

Excesso de oferta provoca desvalorização do frango vivo

O preço do frango vivo está mais baixo. No Estado de São Paulo, o valor, que em dezembro passado chegou a R$ 2,20, hoje está em torno de R$ 1,45. A maior oferta e a demanda mais fraca nesta época são apontados como motivos da queda.

A empresa Flamboiã comercializa 7,5 mil toneladas de frango vivo por mês ao preço de R$ 1,45 o quilo. O custo, no entanto, gira em torno de R$ 1,83. De acordo com o diretor da empresa, Marcelo Ortega, a discrepância gerou uma perda que passa dos R$ 2,8 milhões. O prejuízo só inviabiliza a produção pois a empresa trabalha com o sistema verticalizado – que inclui desde a criação de pintos até a engorda do frango.

A Associação Paulista de Avicultura (APA) confirma que todo o mercado vive situação semelhante. Em pouco mais de um mês, o preço do frango vivo no Estado passou de R$ 2,20 o quilo para R$ 1,45. Segundo o presidente da entidade, com o atual custo de produção, a perda do produtor chega a até R$ 0,40 o quilo.

– É sabido que os meses de janeiro e fevereiro não são meses bons para o consumo de carnes em geral, e o frango não foge a essa regra. O que está acontecendo agora é um excesso de oferta – avalia o presidente da APA, Erico Pozzer.

A desvalorização está bastante ligada ao que ocorre em outra parte da cadeia produtiva. Por conta do grande volume de criação, o pintinho de corte também sofre com as baixas cotações. Em novembro de 2011, o volume de pintos alojados em todo o país estava em 540 milhões. Em dezembro, passou para 554 milhões. Em pouco mais de um mês, o valor caiu de R$ 0,80 para R$ 0,60 por unidade.

– O setor está sendo penalizado por uma falta de planejamento de não reduzir a produção nos meses em que o consumo é mais baixo – pondera Pozzer.

Janeiro deve fechar em 520 milhões de pintinhos alojados em todo o país. Fevereiro deve ter ainda menos: 500 milhões. O presidente da entidade acredita que, a partir de março, a demanda deve se recuperar e custo e preço devem ter uma relação mais equilibrada.

Fonte: Canal Rural

 

 

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