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Publicado em 27.01.12 às 11:01 hs

Avicultura responde por boa parte da economia e geração de empregos na Bahia

A avicultura é responsável por boa parte da economia brasileira, em especial no Estado da Bahia, além do grande número de empregos gerados. Na região de Feira de Santana (BA), onde o setor de corte da microrregião conseguiu superar a crise vivenciada pelo setor no início da década de 80 e outras crises de menor intensidade, em decorrência dos produtores de maior porte já produzirem a ração, objetivando a redução de custos para se manterem competitivos a nível de mercado local, atualmente a produção de pintos caipira vem se destacando a cada dia devido aos grandes investimentos e qualidade da produção.

Até mesmo fora do Estado da Bahia, os pintos caipiras de Feira de Santana são conhecidos e procurados devido à qualidade da carne, incomparável ao sistema atual de granjas.

Muitas pessoas buscam a alimentação saudável adotando uma dieta que inclui carne e ovos de galinha caipira. Esse mercado está em ascendência e vem estimulando os investidores do agronegócio a investir na produz de pintos e ovos caipiras, que foi muito utilizado em épocas antigas, o que garantia a alimentação da população, principalmente rural, de forma saudável.

Economicamente as vantagens em investir neste tipo de ave é muito grande. A produção de galinha caipira exige um investimento baixo e tem garantia de retorno imediato. O diferencial e o alto valor agregado chamam a atenção já que o preço da galinha caipira é 100% maior que o das galinhas de granja.

O Estado da Bahia detém uma grande fatia do mercado consumidor de galinhas caipira e ovos vermelhos que são oriundos destas aves.

Em novembro a Seagri, por meio da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), lançou o projeto de Implantação de Unidades Frigoríficas Simplificadas de Abate de Aves, durante solenidade em Salvador (BA).

O projeto tem como objetivo modernizar o parque industrial de aves do estado, ampliar o abate inspecionado e promover a inserção de agricultores familiares no mercado, com destaque para a produção de aves caipiras.

“Com a utilização dessa estratégia, o estado fortalece a cadeia produtiva da avicultura e contribui para o desenvolvimento econômico regional, gerando emprego e renda, além de proporcionar um forte instrumento de inclusão social para a nossa gente”, destacou o secretário da Agricultura, Eduardo Salles, durante o lançamento, frisando que a avicultura gera cerca de 80 mil empregos no estado.

O estado baiano é o segundo maior produtor de frangos do Nordeste, atrás de Pernambuco, e o 10º no ranking nacional, com produção de 100 milhões de frangos/ano, correspondendo a 240 mil toneladas. A produção baiana representa 60% do consumo em todo o estado, caracterizando o grande potencial de crescimento deste setor produtivo. Atualmente o parque avícola é composto por dois frigoríficos com inspeção federal (SIF), sete com inspeção estadual (SIE) e quatro com inspeção municipal (SIM), totalizando 13 matadouros.

 

História

Segundo a Seagri (Secretaria de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária) da Bahia, A avicultura de corte no Brasil até o final da década de 50 era uma atividade básica de subsistência e que dispunha de poucos recursos, sendo desenvolvida em bases não empresariais. A partir de 1960, passou a ter uma maior intensidade no seu processo de produção, devido à melhoria genética, à introdução de novas tecnologias, ao uso de instalações mais apropriadas, de alimentação racional e da parceria entre produtor e a agroindústria através de contratos de integração, que permitiu saltos qualitativos na produção e produtividade, tornando este segmento um dos mais dinâmico e competitivo do país.

A produção nacional de carne de frango passou de 217 mil toneladas em 1970, para uma estimativa de 4.550 milhões de toneladas em 1998 (Tabela 1). Volume que representa 11,9% da produção mundial, que é estimada em 37,8 milhões de toneladas, apresentando uma evolução de 93,5% nesta última década, ocupando a terceira posição mundial, sendo apenas suplantada pelos Estados Unidos da América do Norte com uma produção de 12,5 milhões de toneladas e da China com 5,9 milhões de toneladas.

Ainda segundo a Seagri, partir de 1975, a avicultura de corte se insere no mercado externo, exportando para o Oriente Médio três mil toneladas de frangos inteiros. Sendo os principais importadores a Arábia Saudita e os países do Golfo Pérsico.

Fonte: Jornal Itaberaba

 

 

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