Ave World - O Mega Portal da Avicultura Brasileira

Workshop ABAG: 70 pragas surgem no campo por dia

Como a cultura da inovação impacta na defesa vegetal foi um dos assuntos debatidos em encontro com jornalistas realizado em São Paulo...

Quinta-feira, 10 de Agosto de 2017 às 13h05

Workshop ABAG: 70 pragas surgem no campo por dia
Workshop ABAG: 70 pragas surgem no campo por dia

A questão da resistência das pragas a inseticidas, herbicidas e fungicidas é um problema grave e precisa ser enfrentado por todos os setores ligados às atividades agropecuárias. Hoje em dia, surgem no planeta setenta novas pragas por dia e a intensa movimentação de pessoas no mundo só traz mais complicadores. O tema foi discutido durante o workshop para jornalistas realizado nesta terça-feira de manhã, em São Paulo, numa promoção da Associação Brasileira de Agricultura e Pecuária (ABAG), Associação Nacional de Defesa Vegetal (ANDEF), Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB); Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (INPEV) e Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (SINDIVEG).

O evento reuniu 25 profissionais de veículos especializados em Agronegócio dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato grosso do Sul, do Paraná e Rio Grande do Sul. “A globalização e a demora na aprovação de novas moléculas são os maiores entraves para diminuir a resistência de plantas e insetos. Por exemplo, o Brasil esteve absolutamente exposto a milhares de novas pragas durante a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Uma praga pode chegar num pedacinho de terra que está embaixo do sapato de um turista. A problemática é tamanha que hoje há cães farejadores nos aeroportos e não para encontrar drogas e sim alimentos levados por turistas e profissionais que rodam o mundo em aviões”, explicou Roberto Sant´Anna, Gerente de Inovação e Sustentabilidade da ANDEF.

O profissional explicou que hoje são necessários 11,3 anos de pesquisa, estudo de 160 mil moléculas e US$ 286 milhões em investimentos para ser produzida uma só molécula eficiente. Depois é que vem o registro pelos países que receberão o produto. “E ai outra questão pega. Na maioria dos países, o prazo de estudos, testes, rotulagem e aprovação é de quatro anos. No Brasil, é o dobro”, afirmou Roberto Sant´Anna. Aqui, a aprovação cabe ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) e Ministério do Meio Ambiente. O debate ainda tratou das diversas soluções apontadas para diminuir a resistência nas propriedades rurais e cooperativas, como o manejo integrado envolvendo controle químico, controle biológico, sementes resistentes, vazio sanitário, áreas de refugo, etc.

Fonte: Revista Beef – Revista Ave – Revista Pork

 

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Receba FREE a Revista on-line e a Newsletter Semanal
Ave World - O Mega Portal da Avicultura Brasileira