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Argentina adquire soja no Brasil, que avalia comprar também nos EUA

O carregamento é de 120 mil toneladas....

Sexta-feira, 13 de Abril de 2018 às 05h55

Argentina adquire soja no Brasil, que avalia comprar também nos EUA

A Argentina comprou dois carregamentos de soja do Brasil na semana passada, totalizando 120 mil toneladas, em negócios de oportunidade com o produto do Rio Grande do Sul, relatou a consultoria agrícola Labhoro nesta quinta-feira.

Os negócios foram fechados antes dos acordos desta semana, entre argentinos e norte-americanos, envolvendo 240 mil toneladas de soja dos EUA.

"A Argentina precisou, e o Brasil tinha disponibilidade, tinha espaço e foi a necessidade (da Argentina)", disse a consultora da Labhoro Andrea Cordeiro, comentando as circunstâncias do acordo envolvendo a soja gaúcha.

A Argentina, terceiro maior produtor de soja do mundo, teve de recorrer ao Brasil e aos EUA após sua safra sofrer fortemente os impactos de uma prolongada seca.

Segundo Andrea, os prêmios da soja brasileira em relação às cotações da Bolsa de Chicago ainda elevados inviabilizam novos negócios entre Brasil e Argentina, o que também explica o fato de os argentinos terem recorrido aos EUA.

Os prêmios nos portos do Brasil subiram para cerca de 2 dólares por bushel ante Chicago na semana passada e atualmente recuaram para cerca de 1,25 dólar, após uma alta nas cotações na bolsa.

Tais diferenciais ainda estão altos historicamente para esta época de colheita no Brasil, em função de a China anunciar que taxaria a soja norte-americana, o que fez o vendedor brasileiro exigir mais para comercializar o seu produto.

Se apenas esse volume de 120 mil se confirmar em abril, o Brasil já teria exportado em quatro meses um volume de soja que praticamente se iguala a todas as exportações realizadas pelos brasileiros a argentinos em todo o ano de 2017.

No ano passado, segundo dados do governo brasileiro, o Brasil exportou 183,8 mil toneladas de soja aos argentinos, enquanto no primeiro trimestre deste ano as exportações brasileiras somaram 59,2 mil toneladas ao país vizinho.

O analista Steve Cachia, da corretora Cerealpar, também com sede no Paraná, disse não ter notícia de novos negócios entre soja do Brasil e a indústria argentina.

"Com o prêmio alto que estava no Brasil e risco de a China taxar a soja americana, teve momentos que produto dos EUA estava bem mais barato que o do Brasil. Por incrível que pareça, pode ser que, mesmo incluindo logística, pode ser que estava mais competitivo (o dos EUA)", afirmou ele.

 Fonte: Reuters

 

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